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Se você sempre assistiu animes de aventura e ação, imaginando como seria participar das batalhas épicas e cheias de efeitos visuais lindíssimos e coreografias de tirar o fôlego, o seu momento chegou: Granblue Fantasy: Relink é provavelmente o mais próximo que você pode chegar de participar em tempo real de uma cena de animação. Ao menos até que a tecnologia avance ao ponto de você poder literalmente entrar com sua mente em um mundo virtual - o que com os avanços recentes da informática, talvez esteja mais próximo da realidade do que a gente pensa.

Relink acompanha as aventuras de Gran ou Djeeta, dependendo da sua escolha de protagonista, que seguem ao lado de Lyria e outros aventureiros em uma viagem para chegar no final do céu. Essa expressão ganha um sentido bem literal no universo de Granblue Fantasy, uma vez que o mundo é composto de continentes flutuantes que são separados uns dos outros por um mar de nuvens. Convenientemente, os protagonistas possuem a Grandcypher, uma airship - que é uma mistura de barco e zepelim - que permite que a sua equipe viaje entre as diferentes ilhas e reinos tentando chegar na lendária ilha chamada de Estalucia.

Eu poderia falar mais sobre a ambientação do jogo, que de fato é bem vasta, mas esse não é o ponto mais interessante da obra. Os personagens são, no geral, bem rasos e caricatos: olhando apenas para o design das roupas e com duas ou três frases você sabe exatamente qual o arquétipo por trás de cada um deles. Você tem o clássico mascote, um protagonista heroico e otimista, um quase-porém-não-exatamente par romântico que é ingênua e inocente mas que motiva o grupo e assim por diante. Se você pensar em uma checklist contendo todos os principais tropes de animes de aventura, Relink iria marcar a esmagadora maioria deles. Você não vai ter nenhuma surpresa aqui.

Porém onde o jogo realmente brilha é nos cenários deslumbrantes e no combate extremamente responsivo e divertido. A direção de arte do jogo é impecável, eu não consigo pensar em nenhum outro jogo que chegue perto. Os personagens tem um traço espetacular, com roupas detalhadas e cheias de estilo; todas as ilhas possuem temáticas únicas e cenários meticulosamente construídos para dar uma sensação que navega na divisa entre um anime e uma pintura. Quando o maior ponto negativo de cada ambiente é o fato de que você fica triste porque queria poder ter explorado mais, você sabe que os desenvolvedores realmente conseguiram criar algo especial.


O que nos leva ao ponto principal do jogo, o sistema de batalha. Relink possui um sistema de ação que encoraja o uso de ataques de forma estratégica, incentivando o uso de bloqueios e esquivas realizados com precisão. Isso permite que você consiga se defender de golpes que aparentemente seriam impossíveis de se escapar, revidando logo em seguida, com combos espetaculares e cinemáticos que parecem ter saído direto de um desenho animado. Nesses momentos o jogo está em seu ponto mais alto, com você lutando ao lado da sua equipe, usando golpes especiais, desviando de ataques por uma fração de segundo e vendo cenas espetaculares e empolgantes.

O jogo possui também várias outras mecânicas, como missões que você pode cumprir em cada cidade, armas que podem ser criadas e que podem receber upgrades dependendo dos itens coletados, maestrias que podem ser equipadas em cada personagem, oferecendo bônus diversos para cada uma de suas características, entre tantas outras coisas. Tudo isso oferece profundidade ao jogo, mas a verdade é que todo esse conteúdo é um complemento ao sistema de combate. Se ele não fosse tão fundamentalmente divertido, espetacular e responsivo, essas mecânicas não seriam capazes de elevar o jogo. Mas justamente pelo fato de ter bases sólidas, o produto final se apresenta como um grande triunfo, no topo da lista dos combates mais divertidos lançados nos últimos anos.

Você vai gostar de Granblue Fantasy: Relink? É difícil dizer, afinal gosto é algo extremamente pessoal. Eu imagino que algumas pessoas possam ficar frustradas com o fato de que a história é superficial, e que a campanha central do jogo é relativamente curta. Dito isso, o que o jogo oferece em seus melhores momentos é algo tão brilhante que é difícil não recomendar ele para qualquer fã de anime ou de jogos de RPG de ação. Relink é uma obra de arte no aspecto técnico, impecável na execução da cinematografia e deslumbrante em cada instante durante o combate. Se isso não é suficiente para te convencer a testar, eu não sei o que seria.

fevereiro 23, 2024 No $type={blogger}

Em um passo adicional em direção à dominação completa do mercado global de jogos, a Epic Games ataca novamente, desta vez utilizando uma das maiores franquias de brinquedos da história: LEGO. Se você acompanha notícias de jogos, ou é um dos 400 milhões de jogadores registrados no Fortnite, provavelmente já ouviu falar do novo modo de jogo que explodiu em dezembro de 2023, tornando-se uma das maiores febres das férias de fim de ano para a comunidade online. 

Há anos, a Epic tem tentado consolidar sua presença no mercado internacional de jogos, e o Fortnite é o pilar principal dessa estratégia. Surgindo em 2017 como mais um jogo de sobrevivência e cooperação multijogador, o Fortnite acabou se tornando o maior jogo do estilo Battle Royale da história, superando outros grandes jogos como PUBG: BATTLEGROUNDS e Apex Legends. Com mais de 80 milhões de usuários ativos todos os meses, o Fortnite é o segundo jogo mais jogado mundialmente, perdendo apenas para o Roblox. 

Percebendo o gigantesco potencial que tinha nas mãos, a Epic decidiu que era o momento ideal para agir. Inicialmente, tentou competir com a Valve, brigando com o Steam pelo mercado de lojas virtuais de jogos. Aproveitando o fato de que todos os milhões de jogadores precisavam baixar o aplicativo Epic Games Launcher para acessar o Fortnite, a gigante decidiu investir pesado em sua loja virtual, apostando em acordos de jogos exclusivos, descontos para produtores que estivessem desenvolvendo jogos com a Unreal Engine (outro produto da empresa) e até mesmo oferecendo diversos jogos gratuitos mensalmente a todos os usuários que acessassem a loja. 

Apesar disso, a Epic não conseguiu expandir significativamente sua posição como loja virtual. Várias fontes indicam que ela já perdeu centenas de milhões ao longo dos últimos anos sem ter um resultado significativo. Talvez por isso, a Epic percebeu que o caminho poderia ser outro: se ela não conseguisse transformar sua plataforma no maior mercado de jogos, por que não transformar o seu maior jogo em uma plataforma? 

Essa é provavelmente a fonte de todo o sucesso do Roblox, a maior plataforma de jogos online da atualidade, que permite aos jogadores criar e jogar diversos tipos de gêneros, desde jogos de ação, aventura, simulação, RPG, até terror e o que mais a imaginação dos usuários permitir. Roblox não é realmente um jogo, mas uma janela para centenas de milhares de ideias criadas e mantidas pela sua própria comunidade. Falar sobre Roblox é, em si mesmo, um assunto incrivelmente vasto, mas o que importa aqui é perceber que a Epic notou que poderia adotar uma abordagem semelhante em seu maior produto. 

Assim surgiu o LEGO Fortnite, um novo modo de jogo que permite aos jogadores vivenciarem um mundo inspirado nas peças de LEGO, com elementos de exploração, sobrevivência, construção de bases e cooperação. No entanto, não é o único novo modo lançado pela Epic, que recentemente introduziu o Editor da Unreal dentro do próprio Fortnite, permitindo que qualquer pessoa possa lançar seus próprios jogos dentro do mesmo ambiente. Outro exemplo é o modo Rocket Racing, que parece ser inspirado em Super Mario Kart, onde vários jogadores disputam uma corrida em ambientes surreais e coloridos. 

É fácil entender por que o LEGO Fortnite fez tanto sucesso. O jogo é gratuito, possui gráficos bonitos e coloridos, oferecendo um vasto mundo para ser explorado pelos jogadores. Existem vários motivos para gostar desse novo modo de jogo: uma sensação de exploração e descoberta que motiva o jogador a conhecer mais do mundo virtual, um sistema de construção e progressão que incentiva o jogador a coletar novos materiais para construir objetos e ferramentas, além de diversos personagens e inimigos que são descobertos ao longo da partida. 

No entanto, nem tudo é perfeito, e é perceptível que a empresa ainda está experimentando com as mecânicas de um novo modo de jogo do qual ela ainda não tem muita experiência. O progresso no jogo é um pouco lento e travado, não há uma distinção muito nítida entre os diferentes níveis de ferramentas e nem qual ferramenta é a correta para cada tipo de recurso. O jogo também não oferece formas práticas e rápidas de explorar o mundo, o que cria momentos tediosos quando você decide explorar o mapa ou precisa acessar um novo bioma. Não são problemas graves, mas são desafios que outros jogos do gênero já conseguiram resolver antes mesmo da Epic lançar seu novo modo de jogo. 

É difícil não recomendar que você dê uma chance ao LEGO Fortnite, pelo menos uma ou duas partidas rápidas para conhecer um pouco do que ele tem a oferecer. Especialmente pelo fato de ser gratuito, você literalmente não tem nada a perder! Mas, ainda assim, a Epic precisa aparar algumas arestas do jogo para que ele tenha uma curva de aprendizado e de progresso mais estável e divertida, como muitos outros jogos de sobrevivência que já existem no mercado.

janeiro 01, 2024 No $type={blogger}

Colaboradores

  • Chaud
  • Samy Teixeira

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Granblue Fantasy: Relink - uma obra-prima embrulhada em uma história mediana

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